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O mundo humano dos Pets
quinta-feira, set 22
setembro 22, 2022

O mercado pet brasileiro está mais aquecido do que nunca. Segundo o Instituto Pet Brasil (IPB) a projeção de crescimento é de 14% em 2022, chegando a um faturamento de R$58,9 bilhões. Os números são reflexo da segunda maior população de animais domésticos em todo o mundo: são 54, 2 milhões de cães, 23,9 milhões de gatos, 19,1 milhões de peixes, 39,8 milhões de aves, além de mais de 2,3 milhões de outros animais.

Para além dos números, uma rápida passada na internet e vemos infinitos vídeos e conteúdos sobre os queridos bichinhos de estimação. Nada mais contemporâneo: a narrativa dos “pais de pets” ganhou fôlego durante a pandemia, alimentada pela solidão do isolamento social. Mas quais as próximas tendências para esse fenômeno?

A diversificação dos produtos é uma tendência em alta para o mercado pet. Com a preocupação crescente com a saúde dos pets, os produtos premium estão em alta. Empresas de rações veganas e fit, como a Dr. Stanley, estão entre as que mais crescem dentro do setor. A Petz, por exemplo, inovou ao lançar panettones para cachorros – contribuindo para incluir os animaizinhos nas festas natalinas. Mas porque esperar até o Natal se você pode comer todo dia junto com o seu doguinho?

É isso que a campanha “Coma com seu dog” da ração True procura incentivar. Com uma ração premium com ingredientes naturais e sem farinha de vísceras – não recomendada para consumo humano e comumente encontrada nas rações tradicionais – a True aposta na extensão da tendência de busca por uma alimentação saudável agora também para os animais. Será que teremos cachorros influencers de fitness e wellness?

Enquanto não temos doguinhos fitness, as empresas correm para tornar o seu ambiente de trabalho mais receptivo. Para atender aos “pais de pets”, várias empresas se tornaram pet-friendly. Alguns escritórios da Ben & Jerry’s, por exemplo, possuem espaços para os pets de seus colaboradores – o que, de acordo com especialistas, reduz os casos de stress e burnout no trabalho.

A narrativa dos “pais de pets” ganha força em um contexto de busca por bem-estar e conexões mais profundas. É interessante observar movimentos mais ousados neste mercado que indicam o valor das conexões. Já encontramos planos de saúde específicos para animais de estimação, o Seguro Pet. Assim como um seguro saúde para humanos, a versão para pets oferece consultas, exames, internação, atendimento domiciliar, vacinação, castração, entre outros serviços. Seguradoras tradicionais como Porto Seguro, Itaú e HDI já oferecem as versões para cães e gatos, também encontramos seguradoras exclusivas para os animais, como a Amigoo Pet e a Lifepet.

Para a geração millennial – que entrou no mercado de trabalho em um mundo saturado e em crise –, os pets se tornam uma alternativa para criarem novos laços. A relação entre humanos e animais domésticos tem mais de 12 mil anos, atualmente a convivência intensifica os afetos e vemos o crescimento da narrativa dos “pais de pet”, em que os tutores estabelecem conexões similares as de parentalidade. O consumo humano se mistura ao animal, entre roupas, cuidados de saúde e alimentação, vemos como os bichinhos têm ganhado importância na vida familiar. Tutores querem o melhor para o seu animal e gostam de incluí-los ao máximo possível no seu cotidiano: passeios – praia, shopping, parque -, alimentação, trabalho e cuidados de saúde. Todos os sinais nos indicam um futuro em que o mundo pet e humano ficará cada vez mais inseparável.

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